À comunidade acadêmica, órgãos de controle e sociedade,
Estudantes residentes da residência universitária da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Pombal, tornam pública a grave situação estrutural, sanitária e assistencial enfrentada diariamente no local, que vem comprometendo a saúde, a dignidade, o equilíbrio emocional e a permanência estudantil.
Os moradores denunciam a ausência de condições mínimas de habitabilidade, configurando um cenário de precariedade que afeta não apenas o bem-estar físico, mas também o psicológico dos residentes.
Entre os principais problemas relatados estão:
— Falta de energia elétrica por períodos que já ultrapassaram dois dias consecutivos, comprometendo alimentação, descanso e atividades acadêmicas.
— Internet instável e insuficiente, com quedas constantes, dificultando estudos, pesquisas e acesso a conteúdos acadêmicos.
— Restaurante Universitário fechado, afetando diretamente estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica que dependem da assistência estudantil para se alimentar.
— Falta de água, principalmente nos fins de semana, prejudicando higiene básica e condições de saúde.
A situação sanitária também preocupa. Segundo relatos dos estudantes:
— Um residente precisou ser hospitalizado após uma barata entrar em seu ouvido, sendo transferido da UPA para o Hospital Regional de Patos.
— Outro aluno foi mordido por um animal que circula na residência, gerando preocupação quanto ao controle de pragas e animais.
Os moradores apontam falhas na dedetização e na manutenção do prédio.
Além disso, relatório elaborado por estudantes registra que a temperatura interna dos quartos ultrapassa 35 °C durante a noite, condição considerada insalubre. A climatização dos quartos teria sido mencionada em compromissos assumidos durante o período eleitoral da gestão, com expectativa de execução em prazo reduzido, o que, segundo os moradores, ainda não se concretizou.
Saúde mental e ausência de apoio psicossocial
Os residentes relatam que o ambiente de instabilidade estrutural, calor excessivo, insegurança sanitária e falta de serviços básicos tem gerado situações frequentes de estresse, ansiedade e sofrimento emocional entre os estudantes. Segundo os moradores, não há atendimento psicológico regular disponível no campus, e a comunidade acadêmica sente falta de acompanhamento psicossocial, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade.
Os estudantes pedem a implementação ou o restabelecimento de serviço de apoio psicológico institucional, entendendo que a assistência à saúde mental faz parte das políticas de permanência estudantil.
Também é questionada a prioridade na aplicação de recursos institucionais. Estudantes relatam que, enquanto a moradia enfrenta precariedade estrutural, foram realizadas aquisições de equipamentos eletrônicos para a instituição, sem que as demandas básicas da assistência estudantil fossem atendidas. Os moradores pedem transparência quanto à destinação orçamentária e aos critérios de prioridade adotados.
Reunião realizada com a direção do campus, segundo os residentes, não apresentou prazos nem plano concreto para solucionar os problemas.
Os estudantes reforçam que moradia estudantil, alimentação, água, energia, saúde mental e condições sanitárias não são privilégios, mas direitos vinculados à política de assistência estudantil e à permanência universitária.
Diante da gravidade dos fatos, os residentes solicitam providências urgentes, fiscalização dos órgãos competentes e posicionamento público da gestão da UFCG – Campus Pombal.
Atenciosamente,
Residentes da Moradia Universitária
UFCG – Campus Pombal
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