A decisão de posar nua para a capa da Playboy, vista durante anos como símbolo de status e projeção na carreira artística, se tornou motivo de arrependimento para algumas celebridades que aceitaram o convite da revista no auge da fama. Com o passar do tempo, parte dessas mulheres passou a avaliar a experiência de forma diferente, citando impactos pessoais, familiares e profissionais.
Algumas famosas relataram que, na época, enxergaram o ensaio como uma oportunidade financeira e de visibilidade, mas afirmam que não refletiram profundamente sobre as consequências a longo prazo. Segundo elas, a exposição excessiva e a perpetuação das imagens na internet dificultaram o controle sobre a própria privacidade.
Há também quem diga que o material acabou gerando estigmas na carreira, limitando oportunidades em áreas como televisão e publicidade. Atrizes e apresentadoras contaram que, após os ensaios, passaram a ser associadas apenas à sensualidade, o que teria prejudicado a busca por papéis mais sérios ou projetos diferentes.
Questões familiares também foram apontadas como motivo de desconforto. Algumas celebridades mencionaram o constrangimento ao lidar com filhos, parentes ou parceiros diante da circulação permanente das fotos, especialmente anos depois do lançamento.
Por outro lado, outras personalidades afirmam não se arrepender da decisão e defendem que o ensaio representou independência financeira e liberdade sobre o próprio corpo. O debate reacende discussões sobre escolhas pessoais, pressão do mercado e os limites entre exposição e carreira artística.
Mesmo com o fim da edição impressa da revista no Brasil, os relatos mostram que as consequências de decisões tomadas no passado continuam presentes, principalmente em uma era em que conteúdos antigos permanecem disponíveis de forma praticamente permanente na internet.





















