Um homem identificado como Magno Lima Silva foi condenado a 26 anos e 15 dias de prisão por dupla tentativa de homicídio qualificado por atirar na ex-eposa, no ex-cunhado e sequestrar a filha, na cidade de Campina Grande. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Campina Grande, nesta quinta-feira (5).
De acordo com a sentença, o homem tentou matar a ex-eposa em contexto de violência doméstica, com ela estando grávida no momento, e também contou com a presença da filha vendo o que aconteceu. O tribunal também observou motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa do condenado até a última atualização desta reportagem.
O júri rejeitou a tese da defesa de que não houve tentativa de homicídio e também negou pedido de desclassificação para lesão corporal do caso. A pena inicialmente vai ser cumprida em regime fechado pelo condenado, no Presídio Serrotão, em Campina Grande.
Relembre o caso
De acordo com a Polícia Civil durante as investigações, Magno Lima, que era vigilante, trabalhava em um clube de tiro em Campina Grande, estava de folga e pediu para trocar a folga com um colega de trabalho e trabalhar no dia, para ter acesso à arma da empresa, no bairro da Catingueira.
Após chegar no trabalho e ter acesso à arma da empresa, ele pegou a arma e se dirigiu até a casa da ex-companheira, que também ficava no bairro da Catingueira. Chegando no local, inconformado com o término do relacionamento do casal, que estava em processo de separação, o vigilante disparou contra a mulher. O cunhado que chegou no local para intervir também foi atingido por um disparo.
As duas vítimas foram socorridas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. A mulher passou por processo cirúrgico, pois teve uma fratura exposta, e foi encaminhada para a enfermaria, onde se recuperou do ocorrido. O cunhado foi avaliado no pronto atendimento do Trauma e recebeu alta médica logo após.
Após atirar contra a ex-mulher e contra o ex-cunhado, o vigilante sequestrou o filho do casal e só apareceu dois dias depois do ocorrido.
Com Jornal da Paraíba





















