O empresário Renato Bolsonaro, irmão mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), relatou um incidente incomum ao tentar resgatar seu prêmio da Mega da Virada. Ele foi um dos 308 mil ganhadores da quadra — quando se acerta quatro das seis dezenas sorteadas —, mas descobriu que o valor de R$ 216 já havia sido sacado por outra pessoa.
O caso ocorreu na última terça-feira (20), em uma casa lotérica de Miracatu, no interior de São Paulo. Ao apresentar o bilhete, Renato foi informado de que o prêmio não estava mais disponível.
“Achei, no mínimo, estranho. Mostra uma vulnerabilidade enorme no sistema da Caixa”, afirmou o empresário sobre o episódio.
Regras de resgate e resposta da Caixa
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que não divulga dados relativos ao resgate de prêmios ou informações sobre os ganhadores. O banco ressaltou que os valores das loterias só podem ser retirados mediante a apresentação do recibo original da aposta.
De acordo com as normas da instituição, prêmios com valor líquido de até R$ 1,7 mil podem ser resgatados em qualquer unidade lotérica do país. Já premiações que superam esse montante exigem que o ganhador compareça obrigatoriamente a uma agência do banco público para realizar o saque.
Bolão da família Bolsonaro
Renato Bolsonaro explicou que é o responsável por organizar os bolões da família em sorteios especiais ou quando o prêmio da Mega-Sena está acumulado. Segundo ele, o grupo é composto por ele mesmo, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, um cunhado e um ex-assessor.
Mesmo após o período de reclusão de Jair Bolsonaro, o irmão manteve o envio das cotas destinadas ao ex-presidente. A prática de realizar apostas coletivas é uma tradição entre os familiares e colaboradores próximos do político.





















