Não tem talento, não tem coragem e muito menos caráter. O passatempo favorito é esse: tramam o mal para que outros executem. Assim lavam as mãos e exibem a própria covardia com verniz de inteligência.
São frustrados de carteirinha. Mal resolvidos com a própria mediocridade. Não suportam ver alguém avançar, melhorar de vida, conquistar espaço. A vitória alheia é um espelho cruel — mostra tudo aquilo que eles nunca conseguiram ser.
Quando alguém vence, eles não se alegram. Eles se irritam.
A inveja vira raiva. A raiva vira intriga. A intriga vira veneno espalhado em doses pequenas, sempre na surdina, sempre no cochicho. Porque gente pequena nunca fala alto — tem medo de ser desmascarada.
Por fora, é sorriso ensaiado.
Por dentro, é ódio fervendo.
São especialistas em dissimulação. Fingem apoio, mas torcem pela queda. Aplaudem com a mão, mas puxam o tapete com o pé.
E não adianta falar em fé, espiritualidade ou evolução. Quem vive de inveja não evolui — estagna. Quem trama o mal não sobe — apodrece. Quem precisa derrubar os outros pra se sentir alguém já assinou atestado de falência moral.
No fim das contas, não são fortes. São patéticos.
Não são estrategistas. São incapazes.
Não são perigosos. São ridículos.
E se tem um sentimento que eles merecem, não é ódio.
É pena.
Pena de quem passa a vida inteira olhando pra frente sem sair do lugar.
Pena de quem odeia o sucesso alheio porque não teve coragem de lutar pelo próprio.
Pena de quem envelhece sem amadurecer.
Enquanto você cresce, eles conspiram.
Enquanto você constrói, eles corroem.
Enquanto você evolui, eles se revelam.
Porque no fim, gente assim não derrota ninguém.
Apenas confirma, todos os dias, o tamanho da própria pequenez.





















