A Polícia Civil de São Paulo resgatou nesta terça-feira, 20, um juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) que foi sequestrado no último domingo, 18. A vítima do sequestro-relâmpago, Samuel de Oliveira Magro, foi encontrada em uma residência em Osasco. Cinco pessoas foram presas suspeitas de terem participado do crime.
O sequestro aconteceu na noite de domingo, na avenida Rebouças, início da zona oeste da capital paulista, na altura da rua Oscar Freire, que reúne lojas de luxo. Magro estava entrando em seu carro quando foi abordado por dois criminosos, que o levaram a um cativeiro. Eles tentaram fazer algumas transferências bancárias, mas não conseguiram.
Já no cárcere, o auditor recebeu uma ligação de seu companheiro e mencionou uma palavra-chave, previamente combinada entre os dois, que servia para alertar sobre perigos. O companheiro do juiz entendeu que ele estava sendo sequestrado e acionou a polícia. Magro já foi vítima de um sequestro em 2021.
Enquanto estava sendo sequestrado, Magro teria autorizado também uma vistoria em seu prédio, comportamento que o síndico achou incomum, pois ele não está de mudança do local. Imagens do cativeiro onde o auditor ficou por mais de 24 horas mostram um local com as paredes sem tinta, um colchão descoberto e bastante mofo nas paredes.
De acordo com as forças de segurança que atuaram no caso, a motivação foi patrimonial e “por oportunidade”. Quatro sequestradores foram presos no cativeiro e o quinto na sequência. Entre eles, há um menor de idade e outro com passagem policial por sequestro, com um mandado de prisão que estava pendente de cumprimento.
O resgate foi feito por equipes da 2ª Delegacia Antissequestro e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos. Os cinco criminosos estão sob custódia da Polícia Civil nesta terça e deverão passar por audiência de custódia até quarta-feira, 21, para decidir se responderão às investigações em liberdade ou atrás das grades.
Além de trabalhar no Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão que é vinculado à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) e decide sobre conflitos entre contribuintes e fisco, Magro é auditor fiscal de carreira.





















