O governador João Azevêdo (PSB) buscará sorte melhor que o ex-governador Ricardo Coutinho (PT), seu antecessor no governo, ao deixar a pasta. O socialista faz planos de disputar uma das duas vagas para o Senado abertas neste ano. Para isso, terá que renunciar ao cargo em abril. Ele marcou para o dia 2 de abril a passagem do bastão para o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e promete deixar a máquina azeitada, com tudo planejado e dinheiro na conta para honrar com os compromissos. Mas a tarefa eleitoral do gestor não será simples.
Ele tentará retomar uma marca histórica que assiste os ex-governadores. Em geral, eles ocupam o cargo e depois conseguem a eleição para o Senado. Foi assim com os ex-governadores José Maranhão e Ronaldo Cunha Lima (já falecidos), foi assim também com Cássio Cunha Lima, este mais recentemente. A marca mudou em relação a Ricardo Coutinho, antecessor de João, que amargou complicações com a Justiça e acabou fracassando na tentativa de chegar ao Senado em 2022, ano em que ficou atrás do senador Efraim Filho (União Brasil) e da ex-deputada Pollyanna Dutra (PSB).
A favor de si, João Azevêdo tem o fato de possuir um governo sem escândalos e com as contas em dia. Precisará, no entanto, administrar eventuais traições quando deixar o mandato. Ele terá como potenciais adversários o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), este último concorrendo na mesma chapa. Terá também que se preocupar o fenômeno do segundo voto, o mesmo que derrubou as pretensões de Cássio no pleito de 2018, quando viu Daniella Ribeiro (PP) ficar com a segunda vaga.





















