O ano de 2026 começou trazendo apreensão para os criadores do município de Monteiro e da zona rural da região. As chuvas, que tradicionalmente renovam a esperança do homem do campo, caíram apenas de forma isolada em alguns pontos do território, insuficientes para mudar o cenário de estiagem que já se impõe com força.
A paisagem é marcada por vegetação seca, pastagens comprometidas e açudes com níveis críticos ou completamente sem água. Diante dessa realidade, cresce a preocupação com a alimentação do rebanho, especialmente entre os pequenos criadores, que dependem diretamente da chuva para manter a produção e a sobrevivência dos animais.
É nesse contexto de dificuldade que histórias de esforço e solidariedade se destacam. Seu Manoel Soares, criador da zona rural, tem utilizado uma carroça puxada por jumento para transportar manivas de macaxeira doadas por outros produtores. O material tem servido como complemento alimentar para o gado, numa tentativa de amenizar os efeitos da escassez e garantir o sustento dos animais enquanto a chuva não chega.
A cena resume a realidade de muitos agricultores: trabalho duro, criatividade e união para enfrentar a seca. “A gente vai se virando como pode, esperando que Deus mande a chuva”, relatam criadores que veem, ano após ano, a dependência do chamado “precioso líquido”, capaz de transformar o cenário com rapidez quando finalmente chega.
Enquanto isso, o homem do campo segue atento ao céu, mantendo a fé e a resistência, na esperança de que as próximas semanas tragam precipitações mais regulares e devolvam vida ao solo, aos açudes e às lavouras do Cariri paraibano.
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