O 1º Grupamento de Engenharia, responsável pela coordenação da operação no estado, informou na tarde desta quinta-feira (15), que aguarda “a descentralização dos recursos” para pagar pipeiros da Paraíba. Sem receber pagamentos desde outubro, profissionais ameaçam parar a Operação Carro-Pipa no Estado.
Segundo o Exército, todos os processos administrativos para os repasses foram feitos e agora espera a chegada da verba para proceder com a transferência.
“Todos os procedimentos administrativos que cabem ao Escritório Regional da Operação Carro Pipa na Paraíba já foram realizados e estamos aguardando a descentralização dos recursos para efetivar o pagamento”, diz a nota.
A redação também buscou contato com o Governo Federal e aguarda resposta do Ministério do Desenvolvimento Regional.
Crise na Operação Carro-Pipa
Motoristas que atuam na Operação Carro-Pipa denunciaram, nesta quinta-feira (15), o atraso no pagamento dos serviços desde outubro do ao passado na Paraíba. Diante desse cenário, os trabalhadores ameaçam paralisar as atividades nas próximas semana.
Sem receber o dinheiro como está previsto no contrato, há profissionais que temem que a situação financeira se agrave, como desabafou um motorista. Com medo de represália, eles preferem não se identificar.
“Eu tenho até vergonha de dizer que sou pipeiro. O caba (sic) está com cartão atrasado, matrícula de filho para fazer, livro, material escolar. Ai está aí, uma p&*A dessa. A gente só faz trabalhar e ajeitar caminhão, vai levando a Operação Carro-Pipa nos peitos. Nós que estamos financiando, quem está financiando a Operação Carro-Pipa somos nós, os próprios pipeiros”, disse.
No Sertão da Paraíba, a preocupação é que o cenário de escassez e racionamento de água em algumas cidades aumente ainda mais a crise. Na região entre Sousa, Marizópolis e Cajazeiras são cerca de 500 caminhões que devem parar as atividades por falta de recursos.
De acordo com o vereador Vinícius Gomes, de Marizópolis, a falha também atinge a cadeia econômica de forma direta e indireta. Segundo o parlamentar, oficinas, casas de pneus, mercadinhos, açougues e postos de combustíveis também estão sendo impactados com os atrasos.
MaisPB





















