O Açude Velho, símbolo histórico e cartão-postal de Campina Grande, vive um dos momentos mais críticos de sua história. Imagens e relatos recentes mostram um cenário alarmante: peixes mortos, água escura, fétida e com baixíssimo nível de oxigênio, indicando um processo avançado de degradação ambiental.
O problema não se restringe apenas ao espelho d’água. A calçada que circunda o açude — espaço tradicional de lazer, caminhadas e atividades físicas — encontra-se intransitável em diversos trechos, tomada por lama, lixo e sujeira acumulada. O mau cheiro constante afasta a população e levanta preocupações sérias com a saúde pública.
O que antes representava convivência, qualidade de vida e identidade urbana hoje é retrato de descaso e abandono. Moradores e frequentadores denunciam a ausência de ações efetivas do poder público para conter a crise ambiental. Não há plano emergencial divulgado, nem cronograma de recuperação, tampouco informações claras sobre medidas de curto e médio prazo.
A mortandade de peixes é um indicativo grave de colapso ecológico, resultado da combinação de poluição, acúmulo de matéria orgânica e falta de oxigenação da água. Especialistas alertam que, sem intervenção imediata, o dano ambiental pode se tornar irreversível, comprometendo não apenas o ecossistema local, mas também a imagem da cidade.
Diante da situação, cresce a cobrança por fiscalização dos órgãos ambientais, atuação do Ministério Público e providências urgentes por parte da gestão municipal. A população questiona como um dos maiores patrimônios históricos e ambientais da cidade chegou a esse ponto sem respostas concretas.
O Açude Velho está morrendo diante dos olhos de Campina Grande. E, enquanto a cidade assiste indignada, o silêncio e a ausência de ações efetivas aprofundam uma crise que já ultrapassa o limite ambiental e se transforma em um grave problema social e de saúde pública.
PARAÍBA DA GENTE





















