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A ociosidade e o barulho dos vazios

paraibadagente por paraibadagente
28/12/2025
in Destaques, Notícias
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A ociosidade e o barulho dos vazios
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O mais triste é que a ociosidade não é apenas ausência de trabalho, mas ausência de compromisso consigo mesmo.

Existe um tipo de cansaço que não vem do trabalho, mas da ausência dele. É a fadiga da ociosidade, esse terreno fértil onde a frustração cria raízes profundas e dá frutos amargos. Quando o tempo sobra e o propósito falta, nasce um ruído interno que muitos tentam silenciar atacando o mundo.

A pessoa ociosa não sofre por excesso de tarefas, mas por falta de sentido. E, sem sentido, qualquer movimento vira impulso; qualquer opinião, arma; qualquer diferença, alvo. A crítica deixa de ser instrumento de reflexão e passa a ser vício — uma obsessão que alimenta o ego faminto de relevância. Critica-se não para melhorar, mas para existir.

Da frustração brotam sentimentos medíocres: inveja disfarçada de opinião, ressentimento vestido de coragem, ironia como escudo para a própria incapacidade de construir. São comportamentos desnecessários, atitudes pequenas, gestos barulhentos que tentam ocupar o espaço deixado pela falta de realização pessoal.

Há quem confunda vigilância com perseguição, opinião com ataque, liberdade com grosseria. Vivem atentos à vida alheia porque a própria está em pausa. Observam, comentam, julgam — não por lucidez, mas por carência. A obsessão pela crítica se torna rotina; o hábito vira identidade. E, nesse ponto, o ridículo não é acidente: é consequência.

O mais triste é que a ociosidade não é apenas ausência de trabalho, mas ausência de compromisso consigo mesmo. Falta projeto, sobra julgamento. Falta coragem para começar, sobra língua para diminuir. Falta disciplina para aprender, sobra dedo para apontar.

Enquanto alguns constroem em silêncio, outros fazem barulho para esconder o vazio. O tempo, porém, é implacável: revela quem produziu e quem apenas falou. No fim, a vida não aplaude os críticos obsessivos; reconhece os que, mesmo cansados, escolheram criar em vez de atacar.

Porque trabalhar dá trabalho. Criticar, não. E é justamente aí que mora a diferença entre quem cresce e quem apenas faz barulho.

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