Uma fala carregada de preconceito proferida pelo vereador Mateus Batista (União), de Joinville-SC, está provocando uma enxurrada de críticas em todo o país. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar sugeriu a criação de um “controle migratório” para nordestinos, alegando que seria uma forma de “evitar o crescimento de favelas” em Santa Catarina.
O peso da declaração
A fala, considerada por muitos como xenofóbica e discriminatória, reacende uma ferida histórica: a tentativa de reduzir o nordestino a um estereótipo de pobreza e marginalidade. Ao associar a migração de trabalhadores nordestinos à formação de “favelões”, o vereador desconsidera toda a contribuição cultural, social e econômica que o povo do Nordeste já deu — e continua dando — ao Brasil.
Reações de indignação
A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, cidadãos de diversas regiões apontaram o absurdo da proposta, acusando Mateus Batista de incitar preconceito e dividir o país. Entidades civis e lideranças políticas também se manifestaram, destacando que a Constituição assegura o direito de ir e vir de qualquer brasileiro, sem distinção de origem.
O debate sobre xenofobia
Infelizmente, não é a primeira vez que declarações com tom xenofóbico contra nordestinos vêm à tona. O episódio reacende a discussão sobre a intolerância regional e a necessidade de políticas públicas que combatam o preconceito e valorizem a pluralidade do povo brasileiro. Ao propor um “controle migratório interno”, o vereador não apenas fere direitos constitucionais, como também reforça um discurso de exclusão.
Mais do que uma polêmica
A fala de Mateus Batista coloca em xeque o papel que um representante do povo deve exercer: ser voz da inclusão ou da segregação? Ao invés de estimular políticas de habitação e urbanização para evitar desigualdades, o vereador preferiu apontar o dedo para uma região inteira do país, alimentando divisões e preconceitos.