O Ministério da Fazenda deve bater o martelo nos próximos dias sobre a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A expectativa é de que o salário extra seja pago em duas parcelas, em maio e em junho, como ocorreu em 2023.
Os mais de 39 milhões de segurados devem receber cerca de R$ 76 bilhões, o que, na visão do governo, pode dar um gás na economia. Essa, por sinal, é a principal justificativa da equipe da Fazenda para antecipar o 13º, já que as perspectivas são de desaceleração da atividade ao longo do ano.
O governo está certo de que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer mais de 2% neste ano. Boa parte do mercado já está convergindo para essa previsão, apesar de algumas dúvidas sobre a sustentação do consumo das famílias, que tem feito a diferença para manter o fôlego da atividade.
Na avaliação do governo, o dinheiro pago a aposentados e pensionistas significa “consumo na veia”. Ou seja, vai para satisfazer necessidades básicas. É importante lembrar que, dos mais de 39 milhões de segurados, 26,1 milhões recebem até um salário mínimo. Portanto, qualquer extra vai para a compra de itens de primeira necessidade.
A Fazenda, com a ajuda do Ministério da Previdência, está fazendo os cálculos sobre a antecipação do 13º, uma vez que o controle do caixa pelo Tesouro Nacional neste ano está apertadíssimo, diante do compromisso do governo de zerar o deficit das contas públicas. Mas o pagamento antecipado do salário extra aos segurados é um compromisso do presidente Lula.
PARAÍBA DA GENTE COM CORREIO BRAZILIENSE





















