O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a defender que crianças possam frequentar o ensino público estadual mesmo sem a carteira de vacinação em dia. O chefe do Executivo estadual definiu como “inquestionável” o direito de frequentar a escola e afirmou que o aluno deve “estudar ciências para decidir se quer ou não ser vacinado”.
— Toda criança tem direito de frequentar a escola, é inquestionável. Com isso, a criança vai ter uma alimentação, uma merenda boa, vai ter boas escolas. Vai, principalmente, aprender ciência, para que no futuro ela tenha condições, diferente do que já aconteceu no passado, queremos que ela venha decidir se quer ou não ser vacinada — disse em entrevista à CNN nesta quarta-feira.
Este é mais um aceno de Zema para o seu eleitorado, formado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A não exigência da carteira de vacinação no ato de matrícula escolar contraria o governo federal que, em janeiro deste ano, incluiu o imunizante da Covid-19 no plano obrigatório previsto para crianças de até cinco anos.
O governador compartilhou no domingo passado um vídeo em suas redes sociais ao lado de dois parlamentares bolsonaristas — o deputado federal Nikolas Ferreira(PL) e o senador Cleitinho (Republicanos). Na gravação, os três comunicaram que o comprovante não seria necessário para alunos da rede estadual.
— Em Minas, todo aluno, independente de ter ou não vacinado, terá acesso às escolas — garantiu o chefe do Executivo. No vídeo, Nikolas afirma que a medida “garante a liberdade” de todos os alunos.
Parlamentar reage
A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) acionou na segunda-feira o Ministério Público contra Zema. A parlamentar alega que a carteira de vacinação é prevista pela Lei Estadual 20.018/2012, que prevê que todas as instituições de ensino de Minas Gerais solicitem o documento para pais de crianças de até dez anos.





















