Hernando dizia que a mãe dele tinha um lote e que o terreno era bom. Por outro lado, Walfredo afirmava que “fulano tinha um lote lá e que também era bom”. As testemunhas afirmaram que a discussão girou sempre nesse sentido, de quem tinha o lote melhor, e sobre o cenário da política local.
Durante a discussão, os dois ficaram em pé, momento em que Hernando teria pedido para ir embora. O autor entrou em casa e voltou vestindo uma jaqueta preta e uma arma, calibre 12. Ele apontou a espingarda para a vítima e disparou ameaças: “Você quer ser mais homem que eu? Você não é mais homem que eu.”
Em resposta, Hernando abriu os braços e disse: “Se você quer me matar, atira!”. O autor, então, encostou o cano da arma no peito de Hernando e desferiu o disparo. A vítima morreu na hora.
Ao fugir, o atirador teria repetido, por diversas vezes, “que merda que eu fiz”. Walfredo pegou a arma, entrou em seu carro – um Kia Sportage, cor branca – e fugiu. O carro foi localizado horas depois, estacionado no comércio da Entrequadra 306/307 da Asa Norte.
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