Destaques

Nosso dia a dia em tempos de pandemia

0

Por José de Anchieta Fernandes Neto

A pandemia do CORONAVIRUS que tem como nome oficial segundo a (OMS), COVI-19 tem imposto a todo o mundo desafios para seu enfrentamento nos sistemas de saúde mundiais, bem como, aos limites dos direitos e das liberdades constitucionalmente garantidos aos cidadãos no mundo democrático.

Inúmeros países em todo o globo atribuíram rigorosas restrições às pessoas físicas e jurídicas, com único intuito de desacelerar ou frear o aumento da Covid-19. Foram tomadas medidas rígidas como o fechamento de fronteiras, a proibição de aglomerações públicas, restrições para o comércio, adoção de home Office e até a aplicação de multas ou abertura de investigação criminal e de processo contra pessoas que transitam nas ruas descumprindo as normas, tendo em vista que a principal forma de transmissão do vírus é através de aglomerações, onde há intenso contato físico entre as pessoas, mantendo-se apenas os serviços públicos e atividades essenciais para a sociedade.

Aqui no Brasil, não foi diferente, as autoridades seguiram diversas normas que têm amparo na Constituição Federal e são, extremamente, necessárias para o enfrentamento da pandemia. A verdade é: o MUNDO PAROU.

Antigamente podíamos, tínhamos, desejávamos, compartilhávamos uma vida social e econômica repleta de dificuldades, mas com possibilidade de “arregaçar a manga” e/ou “ir a luta” e tentar melhorar. Por outro lado, antes reclamávamos que não tínhamos tempo, que nos sentíamos sufocados pelas obrigações, antes entendíamos que precisávamos de muito mais do que podemos ter ou do que verdadeiramente precisamos. Hoje, nada mais faz sentido, a liberdade inalcançada passou a ser nosso maior problema, ir ao supermercado se tornou um grande desafio para aqueles que costumeiramente o faziam, imaginem como passou a ser ainda mais dificultoso esse acesso para aqueles que não tinham essa possibilidade antes.

Tudo isso é uma realidade que massacra a sociedade, que traz um gosto amargo, que revela a desigualdade que todos sabem que existe, mas que muitos insistem em fingir que não estão percebendo.

Toda problemática vivida pela pandemia, que ainda não resolvida, inúmeros problemas estão acarretados a tal fenômeno: desemprego, fome, problemas mentais e psicológicos, pobreza. Problemas esses já existentes mais nesse momento ainda mais explicito.

Precisamos chegar ao fim dessa pandemia, que os problemas supracitados sejam visíveis aos olhos da sociedade, sanados e resolvidos, o direito de ir e vir seja direito de todos, seja com ou sem pandemia.

José de Anchieta Fernandes Neto é Graduado em Enfermagem
Mestre em Saúde Coletiva (Pela Universidade Católica de Santos-SP)
Especialização em Saúde Pública. (Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande-PB).
Atualmente atua na área de Urgência/Emergência (SAMU) e em saúde pública
Contato: anchietafn@hotmail.com

Edvaldo

PREFEITURA DE PRATA INICIA FESTIVIDADES DE FINAL DE ANO COM GRUPO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DO SCFV!

Previous article

Você se arrependeu do voto para vereador nas últimas eleições?

Next article

Veja também

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

More in Destaques