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Ex-prefeito Carlos Batinga, concede entrevista e fala se ainda pretende voltar a disputar um mandato na política

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1. O cenário político do país vive uma verdadeira incógnita, o ex-prefeito e ex-deputado Carlos Batinga nos concedeu entrevista e fez algumas análises políticas e econômicas, inicialmente comentou sobre o cenário político atual do nosso país?

Batinga – Estamos em um dos períodos mais críticos de nossa história política, econômica e social. A intolerância e o enfrentamento entre as pessoas, incentivado pelo próprio governo, tem levado a uma tensão social que só tem prejudicado o desenvolvimento do país.
O extremismo de direita ou esquerda é prejudicial à qualquer sociedade, a história da humanidade mostra isso.
Só a união e harmonia social fortalece a democracia e proporciona desenvolvimento e melhor qualidade de vida.
Esse é o caminho!!

2. Quanto a economia, perguntamos até que ponto o presidente Jair Bolsonaro teria culpa em relação a situação atual.

Batinga – A falta de uma política econômica clara e discutida com as classes empresariais tem sido o maior problema e sem dúvida, a maior culpa é do presidente. Apresentou um modelo/proposta para a área econômica nos discursos da campanha de 2018, e quando eleito, montou uma boa equipe liderada pelo Paulo Guedes, mas logo nos primeiros dias do mandato foi desconstruindo o discurso de campanha e desmontando a equipe, que hoje está resumida ao próprio Paulo Guedes. Os secretários do Ministério da Economia nomeados no início do governo, todos pediram demissão, assim como os dirigentes dos bancos estatais(BB, CEF, BNDES, BNB,….) e das principais empresas públicas a exemplo da Petrobras, Correios e Eletrobras.

3. Lula é a maior ameaça a reeleição de Bolsonaro, ou Moro pode surpreender?

Batinga – Infelizmente as discussões políticas estão muito polarizadas entre a pseudo esquerda e direita, o que dificulta uma solução sustentável para o Brasil.
Somos um país conservador sempre governado pela tendência de centro.
Lula, apesar do discurso socialista, só conseguiu ser eleito e governar quando trouxe o José Alencar para ser seu vice e colocou o Meireles no Banco Central, atraindo a confiança das classes industriais e financeiras, e praticou um governo de centro apesar do foco social.
Bolsonaro, apesar de no início praticar um discurso liberal e de direita, foi caminhando para o centro e hoje tem como principal ministro, o Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil, o senador Fernando Coelho como líder e se filiou ao PL presidido pelo Waldemar Costa Neto.
Assim, acho que ainda está indefinida a eleição do próximo ano, pois a população vai escolher quem conseguir atrair a confiança dos eleitores do Centrão.
Acredito que para 2022 sejam remotas as chances de uma 3ª via com Moro ou outro qualquer.

4. A nível estadual, muito temos ouvido de que o governador João Azevedo estaria num céu de brigadeiro, o senhor concorda com essa afirmação, ou não se deve subestimar o adversário?

Batinga – No momento a situação de João Azevedo é muito tranquila, pois não existe candidato da oposição!!
Faltando pouco mais de 10 meses para a eleição fica muito difícil criar uma candidatura de oposição que seja competitiva.

5. O senhor foi prefeito por dois mandatos em Monteiro, foi deputado, pensa em de repente, disputar novamente um mandato a deputado ou prefeito novamente?

Batinga – Deixei definitivamente a militância política partidária!
Vou continuar emitindo minhas opiniões e dando minha modesta contribuição, sempre que solicitado, mas não participarei mais de embates eleitorais.
Quero cada vez mais me dedicar à família, aos amigos e as minhas atividades privadas.

6. Qual a avaliação que o senhor faz da atual gestão municipal que tem a frente a prefeita Ana Lorena?

Batinga – Considero que Anna Lorena faz uma gestão boa! Ela é muito dedicada, afável, humilde, humana e respeitável.
Tem uma liderança invejável.

7. De que forma o senhor analisa a desistência da deputada Edna de disputar a reeleição?

Batinga – Não gosto de opinar sobre coisas pessoais, mas acho que a cadeira de deputado federal era mais uma questão de vaidade pessoal. Com a partida precoce de João Henrique, ela juntamente com a família deve ter reformulado os planos futuros.

Edvaldo

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