Polêmica

Mulher diz que achou que ‘morreria’ ao ser espancada após empurrar homem que a chamou de ‘biscate” em SP

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Uma mulher que foi brutalmente agredida com diversos socos e chutes na cabeça na porta de um restaurante em Cananeia, no litoral de São Paulo, afirma que pensou que fosse morrer quando o homem foi para cima dela. Ana Cláudia Barcello, de 45 anos, relatou ao g1 nesta sexta-feira (12) que chegou a ter um “apagão” durante a agressão. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Ana Cláudia conta que foi convidada pela mulher do suspeito a ir até o restaurante para tomar uma cerveja. A auxiliar de enfermagem já conhecia o homem de vista, mas conheceu a esposa dele há pouco tempo, no Pronto Socorro da cidade. “Conheci ela cuidando dele no Pronto Socorro. Acho que, por gratidão, ela tenha me chamado para ir nesse lugar. Quando cheguei lá, ele já estava alterado [alcoolizado], descalço, sem camisa e falando alto”, relata.

Ana Cláudia estava acompanhada de uma colega, e o homem passou a destratar a moça, a ofendendo e perguntando se ela era “garota de programa” ou “biscate”, pedindo para que ela saísse da mesa. A colega foi embora, e pouco depois, o suspeito se voltou contra a profissional da saúde, e também passou a xingá-la.

“Ele se virou para mim e perguntou: ‘você também vai sair? Você é vagabunda? Você é biscate?’. E foi se aproximando de mim, pedi licença e o empurrei”, explica. Nesse momento, o homem a golpeou com o primeiro soco, e ela caiu na escada, batendo a cabeça contra o chão. Imagens de câmera de monitoramento registraram toda a ação.

“Ele me deu mais uns cinco socos na cabeça, e mais os chutes na costela. Lembro do primeiro impacto da minha cabeça no chão, e do primeiro soco na minha boca. Depois, eu não lembro mais. Tive um apagão. Achei que eu ia morrer, porque ele não veio de mansinho, não. Ele veio com ferocidade, para pegar e destruir. Parece que ele estava brigando com um animal para sobreviver”, descreve a mulher, ainda abalada.

Poucos segundos depois, o homem se afastou e tentou fugir, mas foi detido por pessoas que estavam no estabelecimento. Equipes da Polícia Militar foram acionadas, e ele foi conduzido até a Delegacia Sede de Cananeia, onde assinou um termo circunstanciado e prestou depoimento, sendo liberado em seguida.

A vítima foi socorrida pela dona do restaurante e teve ferimentos na boca, cabeça e costelas. Ela relata que os médicos suspeitam de uma fratura no crânio, mas precisam que o edema na região próxima à orelha melhore, para realizarem novos exames, e então confirmarem. Após a agressão, Ana Cláudia também foi até a delegacia para prestar depoimento. O caso é investigado pela Polícia Civil.

“O emocional é que me abalou mais. É uma covardia, porque eu acredito que, se fosse um homem, ele não ia agir dessa maneira. É muito mais fácil atingir uma mulher. Para nós [mulheres], é muito mais difícil provar que você não teve culpa, que você não procurou aquela situação”, finaliza Ana.

Edvaldo

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