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Alunos da UFPB criam automação residencial para pessoas com deficiência visual e auditiva

Quatro estudantes do curso de engenharia elétrica da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram um sistema de automação residencial voltado para pessoas com deficiência visual e auditiva. A patente do projeto começou a ser desenvolvida em 2017 pelos alunos Fernando de Oliveira Neto, Fernando Frazão, Lucas Fernandes e Rubens Lima, com a supervisão do professor Euler Macedo.

O sistema foi executado por meio do protótipo de dois aplicativos: um para pessoas com deficiência visual e o outro para pessoas com deficiência auditiva. Os dois dispositivos possuem as mesmas funções. A diferença entre eles é que um funciona por comandos de voz e o outro com base em uma linguagem visual, por meio de ícones gráficos e textos.

Por meio do app, o usuário com deficiência visual tem a possibilidade de ligar e desligar as lâmpadas de casa, verificar se a lâmpada de um cômodo está acesa ou apagada ou se as portas e janelas estão fechadas ou abertas. A pessoa também é informada quando alguém toca a campainha.

O aplicativo também conta com um sistema de segurança que protege o usuário contra possíveis situações de risco, como vazamento de gás ou janelas abertas durante uma pancada de chuva, através de notificação.

Já a plataforma para pessoas com deficiência auditiva possui ícones que representam lâmpadas, porta principal, janelas dos cômodos, indicação de incêndio e de chuva.

Se a pessoa surda quiser acender a lâmpada de determinado cômodo, basta pressionar o ícone do comando. Isso também vale para se ela desejar apagá-la. Com o app aberto, o usuário pode fazer o monitoramento das portas e janelas da casa, para observar se estão fechadas ou abertas. Se uma porta ou janela estiver aberta, aparecerá uma indicação no aplicativo.

“O objeto desta solicitação de patente de invenção consiste em oferecer aos deficientes visuais e auditivos plenas condições para viverem sozinhos e com autonomia na realização de suas atividades cotidianas”, afirma Euler Macedo, orientador do projeto.

Para o docente, o ideal é que startups formadas pelos próprios alunos possam colocar a ideia no mercado.

O sistema foi desenvolvido a partir dos recursos captados em um edital específico para feiras e mostras científicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para incentivo à pesquisa no Brasil.

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