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Brasil tem 555 mortes por coronavírus em 24 horas, mostra consórcio de veículos de imprensa

O Brasil teve 555 mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 57.658 óbitos pela Covid-19 até este domingo (28) no país. Veja os dados, consolidados às 20h:

  • 57.658 mortes; eram 57.103 até as 20h deste sábado (27), uma diferença de 555 óbitos
  • 1.345.254 casos confirmados; eram 1.315.941 até a noite do sábado, ou seja, houve 29.313 novos casos

O Nordeste responde por 44% do total de mortes registradas nas últimas 24 horas, ultrapassando o Sudeste (32%).

Antes do balanço final do dia, o consórcio divulgou outros dois boletins. No primeiro boletim, às 8h, o Brasil contava 57.149 mortos e 1.319.274 casos confirmados. No segundo boletim, às 13h, o país tinha 57.174 mortos e 1.323.069 casos da doença.

De acordo com um monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins, o mundo atingiu o número de 10 milhões de infectados neste domingo e passou a marca de 500 mil mortos.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

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