O Congresso Nacional deve votar na próxima semana o decreto de intervenção na Segurança Pública do Rio, editado na última sexta-feira (16) pelo presidente Michel Temer. A expectativa é que o decreto seja aprovado, já que a maioria dos líderes das bancadas é favorável à medida, incluindo o paraibano Efraim Filho, líder do DEM na Câmara, e Raimundo Lira, líder do MDB no Senado. Para valer, a matéria precisa ser aprovada nas duas Casas.

Para Efraim, o decreto está em conformidade com os “desejos da sociedade”, para quem a pauta da segurança pública é prioritária. Questionado pela Folha de São Paulo sobre a inviabilização da votação da reforma da Previdência, ele afirmou que o governo agiu “com humildade e pé no chão”, já que estava “há meses contando votos e ainda não tinha chegado ao número necessário”.

De acordo com ele, o decreto é “um jeito de admitir que não tinha os votos necessários para a aprovação da reforma (da Previdência), que não poderia ser “uma pedra no caminho” de outras pautas.

Líder do partido de Michel Temer no Senado, Raimundo Lira, considerou “positivo” o decreto. “É uma tentativa de ter alguma coisa de concreto para dar mais tranquilidade para a população do Rio”, disse em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.