A cada nova informação, a história do funkeiro carioca Bruno Oliveira, 38 anos, o Bola de Fogo, parece mais surpreendente. Filho único, o autor do hit “Atoladinha” conta que seus pais estão casados há mais de 40 anos, mas a longevidade do relacionamento deles jamais assegurou um ambiente familiar estruturado. Sua mãe era alcoólatra e viciada em cocaína; seu pai passava os dias fumando maconha. Durante muito tempo, Bruno os culpou por ter se tornado adicto tão cedo: “O meu caso mostra que ter pai e mãe vivendo juntos durante tanto tempo, com disponibilidade para dar atenção ao filho, não é suficiente para garantir uma boa criação”, afirma.

Aos 14 anos, ele já estava cheirando pó; aos 16, passou a vender a droga, andava armado e foi preso algumas vezes; experimentou crack e, com o tempo, estabilizou sua dependência na maconha: “Fumava uns 20 baseados por dia. E não era baseadinho, era charutão mesmo”, conta ele, em uma sala da clínica de reabilitação Bola de Fogo, que ele inaugurou há um ano e nove meses em Guarapari, cidade a 58 km de Vitória, no Espírito Santo.